quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

QUE PRODUZES?...

Meu amigo.

A vida nunca deixará sem contas o tempo que nos empresta.

[Diante do que, reflitamos:]

A fonte oculta no campo desamparado é uma bênção para o chão ressequido.

A árvore é doadora constante de utilidades e benefícios.

A cova minúscula é berço da sementeira.

A erva tênue faz a provisão do celeiro.

A abelha pequenina fabrica mel que alivia o doente.

O barro humilde, ao calor da cerâmica, se transforma em sustentáculo da habitação.

Nos estábulos e nos redis [currais], há milhões de vidas inferiores [cavalos, ovelhas, bois, vacas e bezerros, porcos etc.], extinguindo-se em dádivas permanentes ao conforto da Humanidade, produzindo leite e lã para que povos inteiros se alimentem, se agasalhem e desenvolvam.

E nós, que desfrutamos a riqueza do tempo, que fazemos da sublime oportunidade de criar o bem?

Ainda que fujamos para os derradeiros ângulos do Planeta, um dia chegará em que a Verdade Divina se dirigirá a nós outros, indagando:

Que produzistes? Que fizestes da saúde do corpo, da inteligência, dos recursos variados que a vida te deu? (*)

Lembremo-nos de que na própria crucificação, o Mestre Divino produziu a Ressurreição por mensagem de imortalidade ao mundo de todos os séculos.

Não te esqueças, meu amigo, de que a felicidade é uma equação de rendimento do esforço da criatura, na improvisação do bem e na extensão dele e não olvides que, provavelmente, não vem longe o minuto em que prestarás contas de teu aproveitamento nas bênçãos do trabalho e paz, alegria e luz, que vens atravessando na condição de usufrutuário da Terra.



Fonte: Nosso Livro, Editora Lake.

(*) Esta frase foi ligeiramente adequada por nós, visando atender melhor à ideia que gostaríamos de transmitir, não interferindo no pensamento essencial do autor. Esclarecemos que palavras alteradas foram: Produzes por produzistes e fazes por fizestes.




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